quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Aumentam focos de gripe A nas escolas portuguesas

O site do Ministério da Saúde dedicado à gripe A aponta para um forte aumento, na semana de 26 de Outubro a 1 de Novembro, no número de escolas onde se manifestaram focos de gripe A.O último comunicado do Gabinete da Ministra Ana Jorge acrescenta que, nesse período, foram observadas 7 110 pessoas com sintomas de gripe, o que representa um aumento de dois mil casos quando comparados com os 4 723 casos da semana antecedente.

Ainda segundo os relatório oficiais, o número de internamentos subiu para os 63. Nove destes doentes estão internados em unidades de cuidados intensivos, o que representa mais do dobro (4) dos infectados que inspiravam este tipo de cuidados na semana de 19 a 25 de Outubro. Entretanto, os números do ministério reforçam a ideia de que o aumento mais significativo ocorreu no número de focos de gripe nos estabelecimentos de ensino, havendo agora 60 escolas afectadas a nível nacional, em manifesto contraste com as sete do período anterior.

A quantidade de análises requisitadas no Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa, disparou depois da morte na semana passada de uma criança de 10 anos com o vírus da gripe A. Os pedidos para despistar o vírus H1N1 são tantos que o laboratório está com excesso de trabalho e a atingir o limite das suas capacidades. No passado domingo, os números atribuídos ao laboratório da capital apontavam para a entrada diária de três centenas de amostras para despiste, tendo os responsáveis na altura decidido dar resposta prioritária, em 24 horas, apenas aos casos mais suspeitos. A RTP soube então que equipa da gripe foi reforçada com elementos do departamento de doenças infecciosas, apesar de ainda assim o número de profissionais não ser suficiente para processar as amostrar menos urgentes.

Um despacho de segunda-feira oficializava a reestruturação dos Recursos Humanas de forma a reforçar as equipas de diagnóstico do laboratório da gripe com mais de 60 por cento dos técnicos do Departamento de Doenças Infecciosas. A grande corrida às análises começou a semana passada, tendo vindo a aumentar a cada dia que passa. No sentido de tornar a resposta mais eficaz, os responsáveis do Ricardo Jorge decidiram hierarquizar os pedidos na seguinte escala: "muito urgentes", "análises dos grupos prioritários" e "não urgentes".

RTP

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