Oito dos 15 institutos politécnicos públicos preencheram menos vagas na primeira fase de candidaturas ao ensino superior do que no ano passado. Dos 20 722 lugares colocados a concurso 16 203 foram preenchidos. Os politécnicos do Porto e Lisboa registam a maior taxa de colocação, enquanto a menor foi identificada no de Tomar.Os resultados da primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior apontam para a diminuição de admissões em oito institutos politécnicos, a manutenção em três e a subida em quatro. Cinco politécnicos preencheram 40 por cento dos lugares disponíveis. Os institutos politécnicos do Porto e de Lisboa continuam a ser os que têm maior taxa de colocação, 98 por cento. A maior subida nas colocações dos politécnicos verificou-se no do Cavado e Ave, que preencheu 91 por cento das 98 vagas abertas. Tomar e Guarda apresentam a mais baixa taxa de colocação, com 48 e 53 por cento, respectivamente.
Na primeira fase foram colocados 45 277 alunos, 43 por cento foram admitidos num instituto politécnico. Este valor é semelhante ao do ano passado. Das 20 191 vagas abertas em 2008, foram colocados na primeira fase 16 049 alunos. O presidente do Conselho Coordenador dos Politécnicos considera que a diminuição no preenchimento de vagas está relacionada, em parte, com a descida das notas a Matemática e Biologia. "Os politécnicos incidem grande parte da sua oferta nas áreas das ciências e tecnologias, onde a disciplina específica é Matemática, Como essa classificação média baixou é natural que tenha havido menos candidatos com possibilidade de entrarem, por não terem atingido 9,5", explicou Sobrinho Teixeira em entrevista à Lusa.
O responsável apontou ainda uma "deriva" de alunos das ciências e tecnologias para as ciências sociais por causa das notas dos exames. "Os alunos que queriam ciências, tecnologias e engenharias, o que o país precisa, acabaram por ter de se virar para cursos que não exigem Matemática ou Biologia, mas sim Português, onde houve uma subida das médias. Ainda assim, para cursos onde a empregabilidade é mais reduzida", afirma. Sobrinho Teixeira acredita que os números vão ser diferentes no final das três fases de aceso e que vão mesmo ser superiores aos do ano passado.
A taxa de colocação é superior a 90 por cento em 11 das 13 universidades públicas. Nas restantes, a taxa de colocação é de 85 e 82 por cento. A percentagem de vagas preenchidas subiu em sete instituições universitárias, manteve-se em uma e desceu em quatro universidades. Sessenta e dois por cento dos 32 256 licenciados que estavam no desemprego no final de 2008 estudaram numa universidade (pública e privada), avança a Lusa. Segundo dados do Ministério do Ensino Superior, 36,9 por cento estudaram numa universidade pública e 25,1 por cento numa privada.
Vinte e sete por cento dos desempregados em Dezembro do ano passado com formação superior estudaram num politécnico público e 10,3 por cento numa instituição privada. O relatório "A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior", elaborado pelo Ministério do Ensino Superior em Fevereiro deste ano, refere que concluíram a educação universitária 614 087 alunos entre os anos de 1997 e 2007. Mais de 60 por cento frequentou o ensino público e 33,9 por cento o ensino privado.
Rtp
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