segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Institutos politécnicos com menos vagas preenchidas

Oito dos 15 institutos politécnicos públicos preencheram menos vagas na primeira fase de candidaturas ao ensino superior do que no ano passado. Dos 20 722 lugares colocados a concurso 16 203 foram preenchidos. Os politécnicos do Porto e Lisboa registam a maior taxa de colocação, enquanto a menor foi identificada no de Tomar.

Os resultados da primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior apontam para a diminuição de admissões em oito institutos politécnicos, a manutenção em três e a subida em quatro. Cinco politécnicos preencheram 40 por cento dos lugares disponíveis. Os institutos politécnicos do Porto e de Lisboa continuam a ser os que têm maior taxa de colocação, 98 por cento. A maior subida nas colocações dos politécnicos verificou-se no do Cavado e Ave, que preencheu 91 por cento das 98 vagas abertas. Tomar e Guarda apresentam a mais baixa taxa de colocação, com 48 e 53 por cento, respectivamente.

Na primeira fase foram colocados 45 277 alunos, 43 por cento foram admitidos num instituto politécnico. Este valor é semelhante ao do ano passado. Das 20 191 vagas abertas em 2008, foram colocados na primeira fase 16 049 alunos. O presidente do Conselho Coordenador dos Politécnicos considera que a diminuição no preenchimento de vagas está relacionada, em parte, com a descida das notas a Matemática e Biologia. "Os politécnicos incidem grande parte da sua oferta nas áreas das ciências e tecnologias, onde a disciplina específica é Matemática, Como essa classificação média baixou é natural que tenha havido menos candidatos com possibilidade de entrarem, por não terem atingido 9,5", explicou Sobrinho Teixeira em entrevista à Lusa.
O responsável apontou ainda uma "deriva" de alunos das ciências e tecnologias para as ciências sociais por causa das notas dos exames. "Os alunos que queriam ciências, tecnologias e engenharias, o que o país precisa, acabaram por ter de se virar para cursos que não exigem Matemática ou Biologia, mas sim Português, onde houve uma subida das médias. Ainda assim, para cursos onde a empregabilidade é mais reduzida", afirma. Sobrinho Teixeira acredita que os números vão ser diferentes no final das três fases de aceso e que vão mesmo ser superiores aos do ano passado.
A taxa de colocação é superior a 90 por cento em 11 das 13 universidades públicas. Nas restantes, a taxa de colocação é de 85 e 82 por cento. A percentagem de vagas preenchidas subiu em sete instituições universitárias, manteve-se em uma e desceu em quatro universidades. Sessenta e dois por cento dos 32 256 licenciados que estavam no desemprego no final de 2008 estudaram numa universidade (pública e privada), avança a Lusa. Segundo dados do Ministério do Ensino Superior, 36,9 por cento estudaram numa universidade pública e 25,1 por cento numa privada.
Vinte e sete por cento dos desempregados em Dezembro do ano passado com formação superior estudaram num politécnico público e 10,3 por cento numa instituição privada. O relatório "A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior", elaborado pelo Ministério do Ensino Superior em Fevereiro deste ano, refere que concluíram a educação universitária 614 087 alunos entre os anos de 1997 e 2007. Mais de 60 por cento frequentou o ensino público e 33,9 por cento o ensino privado.

Rtp

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