Prestes a ser reconduzido na liderança do Governo de Portugal, José Sócrates deverá substituir cerca de dois terços dos ministros, que se dividem em três categorias: imprescindíveis (como Teixeira dos Santos), dispensáveis (como Mário Lino ou Maria de Lurdes Rodrigues) e as incógnitas (como Rui Pereira).Segundo avança a edição desta sexta-feira do semanário Sol, uma das orientações definidas por Sócrates na constituição do novo Executivo passa, exactamente, por dar corpo ao slogan que aponta o Governo como «o referencial de estabilidade», por «contra-ponto» ao Presidente da República. A par deste objectivo, que deverá levar o primeiro-ministro a mexer no Executivo, existe também a necessidade de formar uma equipa de pessoas hábeis no confronto político e no diálogo com os vários quadrantes partidários, uma vez que o novo Governo terá, à partida, de governar em minoria no Parlamento. Conforme recorda um membro do secretariado do PS contactado pelo Sol, o novo Governo «tem de reforçar a capacidade de gestão política dos dossiês».
Diário Digital
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