sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Detonadores Pirotécnicos Apreendidos em Trancoso

A GNR apreendeu 908 detonadores pirotécnicos em situação ilegal a um agricultor residente no concelho de Trancoso.
A investigação que levou à apreensão do material explosivo aconteceu depois de um aluno, de 15 anos, ter sido apanhado, em plena sala de aula, com dois detonadores na mochila.
“Professor, o Nuno (nome fictício) tem explosivos na mochila”, foi a frase que há dez dias alarmou uma turma da Escola Básica e Integrada de Trancoso (EBIT). O docente levou a sério o aviso do aluno e após conferir a mochila do miúdo acusado ficou “estupefacto” quando encontrou o material explosivo.
Chamou os elementos do núcleo da Escola Segura da GNR que apreenderam os detonadores e interrogaram o miúdo. No seguimento das suas declarações, a GNR chegou a um jovem de 17 anos - que lhe terá dado os dois engenhos - e depois a um agricultor, de 57 anos, a quem apreenderam 908 detonadores pirotécnicos. O homem foi constituído arguido.
Segundo o major Cunha Rasteiro, comandante Distrital da GNR da Guarda, o caso está em investigação “para se apurar a forma como o indivíduo conseguiu obter o material explosivo”, sabendo-se que não está ligado à indústria pirotécnica nem tão pouco à construção civil. O caso deixou preocupados os responsáveis da EBIT, estando a equipa pedagógica a analisar o castigo a dar ao aluno que tinha os explosivos.
Trata-se de um assunto grave. Felizmente o professor apercebeu-se a tempo, caso contrário poderia ter acontecido o pior”, disse ontem ao CM Emanuel Simão, presidente do Conselho Consultivo, salientando que o aluno poderá ter de “fazer trabalho comunitário na escola”.
Os 908 detonadores apreendidos ao agricultor residente em Vila Novinha, foram removidos por uma equipa de Inactivação da Engenhos Explosivos da GNR da Guarda.

Correio da Manhã

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Demora “bizarra” na classificação de campo da batalha

O autarca de Trancoso considera “bizarro” que o processo de classificação do Campo da Batalha de São Marcos (1385), como monumento nacional, esteja a ser atrasado no IGESPAR, apesar de aprovado pelo ex-IPPAR.
“É bizarro que tenha sido aprovada pela ministra da Cultura e pelo ex-IPPAR e não seja publicado”, lamentou. A Câmara de Trancoso, em colaboração com a Fundação Aljubarrota tem vindo a desenvolver um campo arqueológico no local.

As duas entidades assinaram, aliás, um protocolo para criação de um Centro de Interpretação da Batalha.Júlio Sarmento referiu que o “processo de classificação tem vindo a emperrar, com graves consequências na requalificação, dignificação e funcionamento do campo de batalha”.Para o local da batalha, disputada a 29 de Maio de 1385, está previsto um Centro de Interpretação e um Núcleo Museológico, com o espólio encontrado ou a encontrar nas escavações arqueológicas e um auditório, num investimento que ronda os três milhões de euros.
Os conteúdos previstos incluem uma réplica animada da batalha que opôs portugueses e castelhanos e que, segundo a tradição, deu a vitória às forças lusas que colocaram os invasores, a mando de D. João I de Castela, a “pão e laranjas”. Aliás, a distribuição de laranjas às crianças é o ritual que ocorre anualmente no ferido municipal de Trancoso, em 29 de Maio, em memória daquela refrega.
O Campo da Batalha de Trancoso vai ficar em rede com os campos das batalhas de Aljubarrota e Atoleiros, todas ocorridas em 1385.


José Domingos / AsBeiraOnline

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Judiciária da Guarda quer registo para memória futura

A Polícia Judiciária (PJ) da Guarda aconselha as paróquias e autarquias da região a estarem atentas ao "fenómeno emergente" relacionado com o furto de obras de arte expostas em praças e largos. E a procederem ao registo documental (fotografia e características essenciais) desses bens para memória futura. "É o que aconselhamos para as peças de arte sacra expostas ou guardadas no interior dos templos. Embora as situações sejam diferentes, as entidades detentoras desse património, sobretudo as juntas de freguesia, devem tomar essas precauções", disse ao JN uma inspectora da PJ da Guarda ligada ao sector da Arte Sacra. A prevenção dos furtos nas igrejas tem levado a PJ a percorrer o país com informações precisas sobre a melhor forma de salvaguardar os diferentes bens. "No caso da arte sacra, temos planos e instrumentos de protecção precisos, definidos em função do espaço onde as peças se encontram. Com as obras de arte expostas no exterior é mais difícil recorrer a esses planos. Neste caso, e também no furto de pedra de muros, com grande expressão nesta zona, aconselha-se vigilância redobrada", disse a mesma fonte.


Jornal de Notícias

Aldeia de Fiães em alvoroço com roubo da padroeira

O furto de duas estátuas em pedra de granito do centro da freguesia de Fiães, nos arredores de Trancoso, uma delas da padroeira Nossa Senhora da Graça, de grandes dimensões, está a alvoroçar as duas centenas de habitantes da pacata localidade do distrito da Guarda. Ultrapassada a surpresa inicial perante um crime que poucos julgariam possível, dadas as características dos objectos furtados, há quem deite contas à vida e comece a pensar duas e três vezes antes de deixar as chaves na porta como era costume na aldeia.
"Está tudo amedrontado. Primeiro andaram por aí, dentro de casas e belgas, a roubar alfaias agrícolas e as pedras dos muros. Agora tiveram a ousadia de levar uma peça em granito, com centenas de quilos e um metro de altura, que precisou de uma retroescavadora para ser posta no pedestal. É assustador", confessava ontem Ana António, de 79 anos, vizinha do largo onde até à madrugada de 2 de Fevereiro pontificou a imagem da padroeira.
Os moradores admitem que o furto da estátua de Nossa Senhora da Graça precisou de muita gente e aparato para ser consumado durante a madrugada. Mas, na aldeia, ninguém deu conta. O alerta seria dado pelo padeiro às primeiras horas do dia 2 de Fevereiro."Quando ia abrir a porta da igreja, às sete horas da manhã, vi o povo em grande alvoroço. Intrigada, perguntei se tinha morrido alguém. Soube então que tinham roubado a estátua. Nem quis acreditar", recorda Maria de Fátima Nunes."Roubaram aquela, e foram ao nicho em pedra, no cruzamento para Aldeia Nova, e levaram ainda uma imagem mais pequena e antiga, também em granito. Costumo passar todos os dias por aqui, de manhã, com uma sachola. Tivesse eu dado com a vista em cima dos gatunos", ameaça José Francisco de 72 anos.
A estátua de Nossa Senhora da Graça, réplica de outra em madeira que existe na igreja, foi colocada no centro de um terreno comprado, murado e ajardinado com dinheiro angariado junto da população e das autarquias. "Foram investidos cerca de 20 mil euros. Mas seria muito mais se a mão-de-obra não tivesse sido gratuita", esclarece Luís Salvador, um dos impulsionadores da obra, que recorda que todo o património foi oferecido à igreja. "Não vamos baixar os braços. Havemos de conseguir recuperar a estátua da nossa padroeira", avançou José Fonseca, presidente da Junta de Freguesia de Fiães.

Luís Salvador - Professor Ensino Secundário

Chegou a trabalhar 16 horas num dia, ao lado de um pequeno grupo de conterrâneos, para que a freguesia de Fiães tivesse um jardim tratado e florido a contextualizar o trono com a imagem da padroeira. E conseguiu. A estátua de Nossa Senhora da Graça dominou, desde o último dia de Dezembro de 2000, o largo principal da freguesia. Até ser furtada em Fevereiro último. Foi com confessada tristeza que Luís Salvador, professor de Geografia na Escola Secundária de Trancoso, soube do furto da estátua. "Ficamos estupefactos. Este crime, pelas suas características, só pode ter sido consumado por um grupo organizado. Uma questão que nos deixa apreensivos. Vamos tentar angariar fundos para repor a estátua. Mas vai ser difícil recuperar a confiança", diz.


Teresa Cardoso - Jornal de Notícias

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Penaverde - Aguiar da Beira

Animação Tuística em Espaço Rural no Concelho de Aguiar da Beira

Esta iniciativa é promovida pela aluna Patrícia Campos, no âmbito do desenvolvimento da Prova de Aptidão Profissional do Curso Técnico de Turismo/PIAT, da Escola Profissional de Trancoso.
A prova prática consiste em organizar e levar à prática um percurso turístico, com visita guiada ao conselho de Aguiar da Beira, passando por sítios de grande interesse turístico do mundo rural,incluindo visitas guiadas a Casas de Turismo Rural. Por volta das 15h30 o grupo, concentra-se em Penaverde, onde terá lugar uma Animação com base na Cultura local com a actuação ao vivo pelos Bombos de Carapito, Grupo de Concertinas e o Rancho Folclórico de Penaverde, terminando com um lanche convívio.
Esta actividade vai contribuir para o desenvolvimento integrado desta região, e dar vitalidade ao turismo em meio rural como uma aposta no desenvolvimento sustentado da região.

Programa:
14:00H – Percurso em autocarro pelo concelho de Aguiar da Beira
Visita guiada a Casas de Turismo Rural
15:30H – Animação Turística em Espaço Rural na freguesia de Penaverde
Actuação dos Bombos de Carapito
16:00H – Actuação do Rancho Folclórico de Penaverde
17:00H – Actuação das Concertinas de Penaverde
18:00H – Lanche Convívio
20:00H – Entrega dos Certificados – Encerramento da Actividade


BandarraFm

Trancoso - Exposição Felina Internacional

A cidade de Trancoso vai ser palco de uma exposição felina internacional, no próxima sexta-feira e sábado, dias 15 e 16, no Pavilhão Multiusos, na qual participarão 160 exemplares de gatos vindos de diversos países.
A exposição vai ser avaliada por quatro juízes internacionais que se deslocam a Trancoso para esse efeito.
Para os visitantes desta exposição está garantida a mostra de raças de gatos como Persas, Exóticos, Bosques da Noruega, Maine Coon, Sagrados da Birmãnia, Ragdoll, Europeu, Abissínios, British, Bengal, Burmeses, Chartreux, Azul Russo, Siameses, Orientais, entre muitas outras.
Esta exposição é organizada pelo Clube Português de Felinicultura, único órgão reconhecido oficialmente em Portugal, detentor do Livro de Origens Português, e membro da federação felina internacional (FIFe), o maior órgão felino a nível mundial.

NG / BandarraFm

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Câmara de Trancoso liquidou excesso de endividamento


A Câmara de Trancoso já liquidou o excesso de endividamento líquido apurado em 2006, após a retenção de cerca de 50 mil euros do duodécimo do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF) a que tinha direito nos meses de Dezembro e Janeiro. «Isso não teve qualquer impacto ou consequência na actividade do município, até porque se trata de uma fatia muito pequena se atendermos aos quase 800 mil euros/mês que recebemos do Estado», sublinha Júlio Sarmento.

No final do ano transacto, a autarquia integrou a lista de 22 Câmaras que ultrapassaram os limites de endividamento. No caso de Trancoso, o Governo contabilizou mais de 96 mil euros, um valor corrigido depois do Ministério das Finanças ter apurado inicialmente 425 mil euros. Mesmo assim, a edilidade interpôs uma providência cautelar para esclarecer as contas e a decisão governamental.
«Ainda continuamos à espera de uma resposta do Supremo Tribunal Administrativo, ao qual recorremos não pelo montante em causa – que é baixo – mas sim para clarificar o assunto», refere o autarca. «Sem diferenciar a situação específica de cada caso, as notícias difundidas induzem a erradas e infundadas interpretações que pretendemos esclarecer», acrescentou na altura. Entretanto, segundo Júlio Sarmento, a autarquia conseguiu reduzir o endividamento global «em 20 por cento» no exercício de 2007.
O que, de acordo com a lei, garante que «50 por cento da verba retida ser-nos-á ressarcida ainda este ano e o restante no próximo», adianta o autarca. No distrito, a Guarda (1,4 milhões) e Fornos de Algodres (três milhões) são outros municípios afectados.
No primeiro caso a Câmara receberá menos 90.699 por mês até que seja recuperado o valor de endividamento excessivo.
Já a autarquia de Fornos será privada, mensalmente, de 31.238 euros. Segundo a legislação, se o município eliminar o excesso de endividamento líquido nos três anos subsequentes ao que determinou a redução, será devolvida a totalidade da verba, cessando também a redução. Os montantes retidos às 22 Câmaras incumpridoras têm suprido o Fundo de Regularização Municipal, que conta actualmente com mais de 2,5 milhões de euros.
O secretário de Estado Adjunto da Administração Local, Eduardo Cabrita, revelou esta semana que, se ao fim de três anos, não se verificarem as condições para devolver os montantes aos municípios, os fundos existentes e respectivos juros são afectos ao FEF e servirão para reforçar as dotações dos municípios mais pobres. Isto é, aqueles que tenham uma capitação de impostos locais inferior a 1,25 por cento de média nacional e que estejam a cumprir os objectivos de um plano de saneamento ou reequilíbrio financeiro. Os recursos retidos podem ainda ser valorizados através da sua aplicação em Certificados Especiais de Dívida de Curto Prazo (CEDIC) ou outro instrumento financeiro equivalente de aplicação de saldos de entidades sujeitas ao princípio da Unidade de Tesouraria.
Luis Martins / O Interior